A CHEGADA DO CRISTIANISMO EM ÁFRICA

 A CHEGADA DO CRISTIANISMO EM ÁFRICA

Autor: Eduardo Bebeca

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Clemente de Alexandria (150 – 215) – Foi Africano
Orígenes de Alexandria (185 – 254) – Foi Africano
Tertuliano (160 – 225) – Foi Africano
Cipriano de Cartago (258) – Foi Africano
Atanásio de Alexandria (293 – 373) – Foi Africano
Agostinho de Hipona (354 - 430) – Foi Africano
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Estes e muitos outros pais da igreja além de cristãos genuínos e líderes cristãos, foram todos africanos. Essas verdades fortalecem o facto estabelecido de que, o cristianismo chegou na África no final do século I no Egito, e até o fim do século II na região em torno de Cartago.

Outra fonte que confirma isso, conforme apresentado por Isaack Mdindile, no portal Missões - a missão no plural, são os três grupos que contribuíram para o florescimento do cristianismo na África branca, a saber, os judeus-cristãos (100 d.C.), os cristãos-helenísticos (200 d.C.) e os cristãos-coptas (300 d.C.).

Isaack acrescenta; “A prova da existência dessa comunidade no Egito está em papyri (papiros) descobertos em muitos sítios. Um antigo papiro de 120 d.C. tem fragmentos do Evangelho de São João. Outra descoberta feita em Nag Hammadi no ano de 1948 mostra a existência do grupo dos gnósticos no século IV depois de Cristo.”

No quesito cronológico, o cristianismo está em África desde o SÉCULO I, pelo que, segundo consta nas fontes, o evangelista Marcos, foi quem ordenou o bispo Annianus em 62 d.C.

O QUE APRENDER COM ESSES DADOS?

Primeiro, o cristianismo enquanto religião organizada e com fins missionários, chegou em África no século I, 14 séculos antes da chegada dos europeus que distorceram a essência do mesmo e o transformaram em arma política (obviamente, nem todos). Segundo, qualquer narrativa que atrele a presença do cristianismo em África exclusivamente a presença europeia, é falsa e repleta de desonestidade intelectual e analfabetismo histórico. Terceiro, a finalidade do cristianismo nunca foi a escravatura, do contrário, teríamos também registros de cristãos africanos dos primeiros séculos fazendo o mesmo nas regiões Africanas onde se encontravam (e advinhe, NÃO HÁ).

É um erro grotesco e infantil (a nível histórico e cronológico) alegar que o cristianismo em África é subproduto da expansão europeia. A história mostra que muito antes dos europeus descobrirem certas terras Africanas, já havia cristãos de grande calibre e influência em África. E obviamente, antes da expansão Islâmica fomentada pelo tráfico que durou 13 séculos e as Jihads, a África branca era grandemente cristianizada (Inclusive o tão amado e idolatrado Egipto dos afrocratas). Estamos falando de um diferencial de 14 séculos, o que é muito para ser engolido por “estórinhas’’ de nanã de inimigos do cristianismo.







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