QUEM PODE FALAR SOBRE O ABORTO?

 QUEM PODE FALAR SOBRE O ABORTO?

Autor: Eduardo Bebeca

___________________________________________________________________________________

Os militantes progressistas são peritos na arte do papagaísmo. Repetir com entusiasmo e orgulho o que não entendem é tão fácil para eles quanto respirar. E quando o assunto é o Aborto, a coisa não é diferente. Escutam de seus mestres A, e sem a mínima decência de aferir o grau de veracidade e sustentabilidade de A, repetem unissonicamente A por aqui e A por ali. Uma dessas reproduções baratas é a ideia de que somente mulheres devem falar sobre o aborto ou pior, somente quem já adotou uma criança é que pode falar sobre aborto, como se uma coisa tivesse a ver com a outra. Neste texto, darei algumas razões pelas quais é mais que necessário e lícito todo mundo falar sobre aborto.


1- SAÚDE PÚBLICA

A Saúde Pública é definida como “a arte e a ciência de prevenir a doença, prolongar a vida e promover a saúde através de esforços organizados da sociedade” (Acheson, 1988; OMS). Toda a actividade voltada a saúde pública não está restrita na prevenção de doenças, ela engloba a promoção de bem-estar colectivo e manter os cidadãos saudáveis. Nisto, primeiro, sendo o aborto uma temática difundida pela mídia e os estados como questão de saúde pública, é lícito e imperativo a participação de todos da comunidade como esforço organizado para se prevenir degradações e promover o bem social, e isso engloba ouvir opiniões contrárias ou favoráveis de todos lados e géneros (afinal de contas, a sociedade não é só composta por mulheres). Segundo, as questões de saúde pública envolvem dinheiro público, ou seja, pesa nos bolsos dos contribuintes. Tal como mostrei no artigo anterior sobre a Indústria de Aborto (link deixarei nos comentários), somas avultadas e assustadoras são dadas pelos governos que legalizaram o aborto para acudir essa situação. Então, todo contribuinte tem o direito e dever de opinar em questões que envolvem seu dinheiro. No dia que as mulheres forem as únicas contribuintes, então poderão reclamar a exclusividade de lidar com a questão do aborto.

2- QUESTÃO GENÉTICA

A fecundação é resultado da combinação de gametas masculinos e gametas femininos. Nenhuma mulher fica grávida apenas com sua imaginação. São necessários 23 cromossomas de cada lado, o que reparte o direito e as responsabilidades para com a criança em 50% para os dois (homem e mulher). O filho não é da mãe, é dos dois. Por isso, o homem enquanto doador da semente tem sim todo direito e dever de opinar a respeito do futuro desta semente. Dizer que não, seria similar ao afirmar que o semeador não tem direitos de opinião sobre o destino da semente pelo simples fato dela (semente) ser amadurecida ao nível de planta ou fruto no solo.

3- SÃO VIDAS EM JOGO

A vida é um bem público e direito fundamental prioritário no quesito preservação, conforme consta na declaração internacional dos direitos humanos promulgada pela ONU, bem como, nas constituições nacionais. O destino da mesma não é algo que compete somente a um género ou grupo selecto, é direito e dever de todos opinar quanto a ela. Não há um único instante sequer em que podemos dizer que o feto é menos vida que uma criança já nascida. Trata-se apenas de estágios de desenvolvimento diferentes. O feto está no primários, a criança nascida em um estágio mais avançado. Fora disso, É TUDO VIDA e merece a máxima atenção e protecção de todos.

Em suma, assim como mulheres podem opinar quando o assunto é masculinidade e conduta masculina, os homens de igual modo podem opinar quando o assunto é aborto. Aliás, os homens DEVEM opinar. Deus vai cobrar as vidas dessas crianças assassinadas não só nas mulheres assassinas, também nos homens covardes que se omitiram para agradar um monte de possessas.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A DESONESTIDADE DA PESQUISA DE PHIL ZUCKERMAN (RESPONDENDO ATEUS)

QUESTÕES QUE ATEUS PRECISAM RESPONDER HONESTA E RACIONALMENTE

O ALCORÃO DÁ LEGALIDADE PARA A VIOLÊNCIA CONTRA MULHER